Símbolo Tóxico: Caveira e Ossos Cruzados

Os símbolos de aviso ou perigo são comumente usados para alertar as pessoas a respeito de objetos, locais, materiais e recipientes que são perigosos, contendo veneno ou radioatividade.

O símbolo tóxico, representado por uma caveira com ossos cruzados, simboliza perigo, ameaça, veneno e morte.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Pode apresentar fundos e cores diferentes, mas no geral serve de alerta para componentes químicos ou tóxicos. A figura é justamente usada para ser universal, para que falantes de todos os idiomas possam reconhecê-la.

Ela passou a ser usada como um alerta em rótulos de frascos de veneno ou qualquer substância venenosa por volta de 1850, pois em 1829 o Estado de Nova Iorque validou uma lei que obrigava esses produtos tóxicos a possuir uma rotulagem para avisar do perigo.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Caveira e Ossos Cruzados: Simbologias

O símbolo da caveira e ossos cruzados não tem origem definida, mas é bastante antigo, datando por volta da Idade Média.

Para a Maçonaria é um símbolo importante, representando renascimento e a passagem do mundo material para o mundo espiritual. Ele é usado em rituais de iniciação.

Pode simbolizar a Daath Sefirot na Árvore da Vida da Cabala, a qual é uma localização elevada e espiritual de entendimento. Só é possível se chegar a esse lugar com a morte espiritual e o renascimento.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Segundo a teoria o número 322 tem ligação com o ano em que a sociedade ”Crânio e Ossos” foi fundada, 1832, e por ser o segundo capítulo de uma suposta irmandade secreta alemã.

Uma sociedade secreta chamada ‘’Crânio e Ossos’’ foi formada em 1832 na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Ela perdura até hoje e possui o símbolo da caveira e ossos cruzados como inspiração para simbolizar o seu mistério.

Essa irmandade é repleta de ex-alunos importantes e teorias da conspiração. Há algumas hipóteses da jornalista Alexandra Robbins que correlacionam ela com o movimento Illuminati.

Leia mais: Símbolos Illuminati e Símbolos da Maçonaria

Caveira e Ossos Cruzados para os Piratas

Esse símbolo foi associado à ‘’Jolly Roger’’, ou seja, à bandeira de algumas tribos de piratas por volta do século 17 e 18.

A figura foi usada de formas diferentes, com um fundo preto, ela também aparece com espadas cruzadas ao invés de ossos.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Jolly Roger pelo pirata Calico Jack

Ela simboliza ameaça e tem correlação com os ossos das vítimas dos piratas.

Muitos navios desses grupos marginais possuíam um bandeira neutra e ao chegar no país que iriam atacar içavam a ‘’Jolly Roger’’.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Por causa dos piratas essa figura se tornou um símbolo universal, sendo empregada na cultura popular, em músicas, como símbolo esportivo e militar.

Um exemplo é o romance de aventura ‘’A Ilha do Tesouro’’ (1883) do autor Robert Louis Stevenson, que possui diversas versões em filme.

Caveira e Ossos Cruzados na Simbologia Funerária

Essa figura foi usada para marcar a entrada de diversos cemitérios, principalmente da Espanha. Simboliza a inevitável chegada da morte e para os cristãos dos séculos 18 e 19 representa a vitória de Jesus Cristo perante a morte.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Entrada de um cemitério espanhol na Califórnia, fundado pela Missão Santa Bárbara. Foto by Robert A. Estremo

O símbolo era usado tanto para fazer crucifixos, quanto para ser esculpido nas lápides, estando presente em funerais. As pessoas pretendiam passar a mensagem universal de que o ser humano é mortal.

Tem correlação com o Memento Mori, que é uma teoria latina do cristianismo medieval que diz que o ser humano deve cultivar a alma e focar na vida após a morte, pois esta é implacável.

Simbolo Toxico Caveira E Ossos Cruzados

Inscrição de Memento Mori na lápide (1746) by Daniel Naczk

Confira também:

Tatuagens Significados Símbolo Tóxico: Caveira e Ossos Cruzados


Símbolo Tóxico: Caveira e Ossos Cruzados

Fique Sabendo?


Estabelecimentos de pigmentação definitiva são obrigados a seguir a legislação vigente?

Sim. Todos os estabelecimentos devem seguir a legislação vigente.


Aplicação de tatuagem e piercing quais os riscos de contaminação cruzada?

As práticas de aplicação de tatuagem (denominadas de pigmentação definitiva da pele) apresentam procedimentos invasivos, ou seja, durante os procedimentos, a agulha penetra a pele e entra em contato com sangue e outros fluidos corporais. Com isso, corre-se o risco de transmissão de doenças que, muitas vezes, nem apresentam cura, como herpes ou até mesmo AIDS.

É claro que essa transmissão só acontece se as agulhas forem usadas em mais de uma pessoa ou se o material utilizado pelo profissional não for esterilizado, o mesmo acontece com a reutilização das tintas por clientes diferentes. Portanto, os profissionais de tatuagem e piercing necessitam do conhecimento específico de técnicas de antissepsia.

Ressalta-se que a contaminação cruzada ainda pode ocorrer pelo uso compartilhado do bastão usado para a transferência do desenho na pele, lâminas para a raspagem dos pelos e pela higienização inadequada ou Procedimentos insuficiente das bancadas de trabalho, onde ficam as ferramentas de trabalho do tatuador.

Outro cuidado que o profissional deve ter, para impedir a contaminação cruzada, é com a lavagem das mãos, no mínimo, antes e depois do procedimento realizado em cada cliente.

ATENÇÃO: Todo o material que penetre a pele do usuário e entre em contato com sangue deve ser descartável ou deverá passar por processo de esterilização, conforme o Manual de Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos


Pode passar pomada na tatuagem no primeiro dia?

Um dos cuidados do tatuador é antes de você sair do estúdio. … Nos , o ideal é que a seja passada de uma a três vezes ao , sendo a principal delas de noite, antes de dormir. O seu uso deve ser mantido, ao menos, durante os 20 .

As pessoas também perguntam por: Cuidados com a tatuagem: higiene, alimentação e hidratação


Os dados contidos nessa base de conhecimento são estritamente informativos, e não dispensa a consulta ou atendimento por profissional especializado na área.